MOTIVAÇÃO

Mostrando postagens com marcador ARTIGO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ARTIGO. Mostrar todas as postagens

2 de agosto de 2015

DESEJO A VOCÊ --CARLOS DRUMMOUND DE ANDRADE




Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco Bolero de Ravel...
E muito carinho meu

31 de julho de 2015

A SAUDADE FALA PORTUGUES -ANTÔNIO CARLOS AFFONSO






Ter saudades não é só dizer "nostalgia", para traduzir saudade em outra língua. Saudade, conforme diz a canção, "é uma tristeza que não sabemos de onde vem".

Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida. Nas lembranças dos “causos” que meus pais e avós, sertanejos, me contavam;

Quando vejo seus retratos, quando sinto cheiros, quando ouço uma voz, Que me lembra alguém a quem não esqueci; Quando me lembro das pessoas que convivi no passado.

Sinto saudades dos amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades de minha infância, do meu primeiro amor, da primeira professora, dos meus amigos de infância, do primeiro beijo...

Sinto saudades até do presente, que não consigo aproveitar direito, devido ao redemoinho que se transforma nossa vida moderna. Tenho saudades do passado, próximo e distante, como de quando conheci minha esposa e namoramos e noivamos por longos dezoito meses, também sinto saudades do futuro, que não sei se vou conhecer, mesmo assim estou saudoso.

Este futuro no qual apostei toda minha vida e idealizei, me preparei, estudei, passei privações de vários tipos, mesmo assim sinto saudades, até porque eu não o conheço: nem ele a mim. É possível que o futuro seja diferente de tudo que sonhei, mesmo assim, dele sinto saudade.

Tenho saudades de quem um dia disse que viria e não veio; Sinto saudades de quem apareceu na minha vida como um furacão ou um cometa, sinto saudades.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito nem torto, como meus irmãos queridos que não tiveram como me dizer adeus...

Tenho saudades de gente que passou na calçada contrária da minha vida, pessoas que só enxerguei de vislumbre;

Tenho saudades de coisas que eu tive e de coisas que nem sei se existiram na minha vida.

Mas que se soubesse, decerto gostaria de experimentar; Tenho saudades das gentes que, por eu ter cruzado a rua, deixei de conhecer.

Sinto saudades do cachorrinho, o Viajante, que tive um dia, quando criança e que me amava fielmente, como só os cães de crianças são capazes,

Dos livros que li e que me fizeram viajar, dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi, mas mesmo assim, sinto saudades.

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em Taboão da Serra, em Cravinhos, na cidade do Cabo, em Londres ou Xangai, ou em qualquer outro lugar do planeta.

E meu sentimento poderia se expressar em qualquer língua, mas que minha saudade, por eu ser brasileiro, só fala português, embora, lá no fundo, sei que ela fala todos os idiomas, mesmo que não saibam escrevê-la.

Creio que todos os povos sintam saudades, apenas eles não sabem demonstrá-la por palavras.

E é por isso que eu tenho ainda mais saudades...

Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito,


Irreverente, gostoso, triste, amargo, visceral,

mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.

Saudade é a prova inequívoca de que somos sensíveis;

De que amamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...

Sentir saudade é prova de que sou um ser humano. E brasileiro!

14 de junho de 2015

A REVOLTA DA PODEROSA MÃE NATUREZA




Pessoal,

Não sei quanto à vocês, mas ando extremamente preocupada com o rumo que o Planeta está tomando.

No Brasil, calor excessivo seguido de enchentes monumentais, desmoronamentos, destruição por todos os lados, mortes, pontes caindo, estradas sendo varridas do mapa, pessoas perdendo tudo o que consquistaram à duras penas.
No resto do Mundo, o clima também está contra nós: neve e frio excessivo nos pólos, gente morrendo de hipotermia, aeroportos e portos fechados devido ao mau tempo, cidades isoladas do resto do mundo. Terremotos, maremotos, tsunamis, tufões, tornados, vulcões voltando à atividade...

Vejam a devastação que um terremoto causou no Haiti destruindo e matando mais de 1/3 desse país já tão pobre.
Fora isso, incêndios em florestas e a devastação, garimpo e extração ilegais, animais fugindo de seus habitats e muitos já estão ameaçados de extinção, os pólos derretendo e as geleiras sumindo do mapa, e o homem revoltando-se contra o próprio homem.

Só vejo violência e destruição. Aonde vamos parar? O Apocalipse? O sétimo selo? O outro segredo de Fátima? Será que estamos mesmo próximos à profecia do calendário Maia? Será que em 2012 a Terra irá “morrer”? O Planeta Terra já está morrendo (e nem posso mais dizer que “é aos poucos”) e nós também...



Fato certo é que a Mãe Natureza está se revoltando.

Dizem que com o tempo, o mar tomará de volta o que nós invadimos. Nem os pouposos arranha-céus da beira da praia ficarão de pé.Tanto asfalto e construções e nenhum espaço verde digno e descente. Desmatamento. Enchentes. A água não escoa, tudo vira um eterno e sujo piscinão. O que era verde ficou devastado, sumiu.

A temperatura do Planeta continua subindo ano após ano. O Inverno virou primavera, a primavera virou verão, e o verão virou o inferno na Terra! Mais e mais problemas nas vias respiratórias devido ao clima seco e a poeira no ar. Mais epidemias, pandemias, novas doenças, viroses... Mais problemas de pele devido à exposição ao Sol. Daqui há pouco não haverá mais filtro solar que nos proteja...
Geleiras derretendo e animais fugindo de seus habitats em busca de sobrevivência, salvação...



Os animais são os primeiros a sentir os sintomas dessa devastação. Por serem tão “ligados” à Mãe Natureza, já por seus instintos primitivos, são sensíveis às sutis variações climáticas e geológicas. Podemos antever qualquer mudança na Natureza, qualquer catástrofe, só observando a mudança no comportamento de um animal.



Mas quem é o ser primitivo nessa história?
Às vezes chego a acreditar que o “bicho” Homem seja o menos evoluído de todos... pois é aquele que destrói, mata. Será que tudo o que o bicho Homem toca vira pó? Guerras por poder, por religião, por ideologia? Bombas para garantir o poderio? Poderio do quê? Nada neste Mundo realmente nos pertence. Só estamos aqui de passagem. Ganhamos tantos presentes da Natureza e os perdemos, os destruímos. Jogamos fora sem dar o mínimo valor.

E nós não somos nada perante tamanha grandeza e força da Natureza. O que podemos fazer? Que valores temos se continuamos à super-aquecer à Terra, gastamos as fontes de água indiscriminadamente, esgotamos as fontes de energia, jogamos lixo nas ruas nos rios, poluimos o ar, desmatamos as florestas, maltratamos e matamos animais às vezes por pura diversão? Que moral temos para falar desses temas se o homem mata o próprio homem? Sua própria espécie! Que falsa moral é essa? Se o Homem não respeita nem a si mesmo e a seus semelhantes o que diriamos das outras “espécies”?


Sinceramente, estou assustada com o rumo que o Planeta está tomando. E pior, não vejo caminho de volta. Estou triste, decepcionada e assustada. E muitas vezes me sinto incapaz...



Só por Deus, nosso Pai Supremo. Nos resta manter o amor e a compaixão em nossos corações e ao menos tentar ajudar o Planeta e compreender que somos todos "um só". Um depende do outro. E assim, quem sabe talvez (eu disse “talvez”) consigamos ao menos frear este processo...


Deixo aqui meu protesto, ainda assustada com o futuro e indignada com tamanha incapacidade humana de amar, entender e preservar.

9 de novembro de 2014

AOS AMIGOS ESTRESSADOS



Esta é uma homenagem a todos os amigos que, assim como eu, de vez em quando, ficam estressados...

Às vezes,
a pressão é tanta...
as horas não passam...
as coisas não andam...
Parece que o mundo todo conspira contra você!
Sabe qual é a solução?
Faça de conta que não é com você

Assovie!
Banque o bobo! E daí?
Não dê ouvidos aos que só querem te por para baixo!

Disfarce!
Faça de conta que você é uma abóbora!
Pare de prestar atenção...
Procure fazer algoque te dê prazer!

Abuse!
Quem se importa?
Seja ainda mais carinhoso...
Dê mais atenção às coisas que são banais,
mas que te divertem...
Ria dasinconveniências...
Deixe de lado o medo e...
Seja ridículo...
Ninguém deve lutar pela perfeição...
... mas tem que curtir um monte as pequenas coisas que faz!
A vida só não é mais divertida
Porque a gente não deixa...
...então, deixa...
E o mais Importante:
a vida não acaba neste instante,
nem começa de novo amanhã, como o desabrochar das flores...
Ela não para... cada minuto estressado, é tempo perdido.
Por isso, te desejo:
um pouquinho de loucura e um pouquinho de pureza. Para enxergar a vida, muito diferente e melhor do que às vezes ela realmente é.

E não esqueça:
Sorria, na vida tudo é melhor com um pouquinho de alegria

2 de novembro de 2014

A PONTO DE CHUTAR O BALDE?







Artigo:


Que atire o primeiro balde quem em alguns dias não olhou para sua vida e pensou que o que o melhor mesmo seria encher um grande balde com tudo o que puder e dar um belo chute pra bem longe! Tal atitude pode até soar como uma solução mágica que pode fazer desaparecer tudo aquilo que nos desagrada, mas principalmente quando não se tem um bom respaldo é preciso prudência, pois entre o pensamento e a ação deve existir um momento de hesitação para que possamos refletir nos impactos de tal atitude, reduzindo assim as chances de que um ímpeto de coragem se transforme em decepção e arrependimento!



Em nosso dia a dia estamos sujeitos a chutar pequenos baldes sem grandes conseqüências, alguns podem nos causar algum desconforto e outros até consertar uma situação que já estávamos agüentando por algum tempo, o impacto depende do tamanho do balde e do que está dentro dele!

A todo o momento em algum lugar pessoas estão chutando baldes, algumas o fazem porque estão com raiva, nervosas, porque pensam que esta é a única solução, por desabafo ou intolerância, porque estão infelizes, por insatisfação ou cansaço e até porque concluíram que esta é a melhor saída. Mas chutar o balde não é garantia de felicidade, principalmente quando nesta atitude está contida uma emoção momentânea aflorada e desequilibrada, o que implica em colocar em risco conquistas e relacionamentos além de criar situações complicadas e difíceis de reverter.



Somos feitos de emoções e muitas vezes elas emergem de forma intempestiva diante de situações limite ou que nos atingem subitamente nos fazendo chutar o que nos incomoda junto com outras coisas que estiverem por perto e que num momento de raiva ou apatia parecem não fazer a mínima diferença.

Temos que tomar cuidado quando o que move esta vontade se torna tão insuportável a ponto de sugerir que esta seja a única solução viável, pois tal atitude pode ser equivalente a uma tempestade que devasta também o que não deveria, portanto mesmo que em alguns momentos a vontade seja muito forte, temos que aprender a conter a impulsividade para não sairmos pela vida afora chutando tudo o que nos incomoda movidos só pelas emoções, afinal, somos seres racionais com capacidade de pensar, decidir e aprender, portanto podemos e devemos utilizar estes dons!

Somos humanos e é inevitável que em alguns momentos estaremos sujeitos a nos sentir péssimos e com uma enorme vontade de fugir de tudo o que nos incomoda, mas se em toda crise chutarmos o balde, pouco ou nada conseguiremos preservar daquilo que construímos e ainda estaremos perdendo a oportunidade de enfrentar corajosamente situações adversas onde nossa capacidade de superação é testada nos tornando mais fortes e mais experientes.



Muitos pensam em chutar o balde da vida quando se deparam com um incômodo vazio, como se tivessem esquecido de si mesmos, ao acordarem sentem falta da individualidade que não cultivaram e do que poderiam ter feito para se sentirem mais úteis e felizes consigo mesmos, ou então descobrem que se deixaram levar como um barco a deriva por não saberem o que realmente queriam, assim sentem-se arrependidos, infelizes e questionam suas escolhas achando que tudo poderia ter sido diferente e melhor se não tivessem sido tão relapsos consigo mesmos.

Outros, profissionalmente sentem-se cansados e sem nenhum desafio, e em muitos dias torcem para agüentarem firmes e não chegarem ao apelo do chute porque no dia seguinte certamente estarão arrependidos! Aqueles que escolheram um caminho pensando apenas no lado financeiro ou na notoriedade podem descobrir que preferiam estar ganhando menos dinheiro com mais qualidade de vida, pois a pressão e tudo o que vai em troca do suposto conforto do qual nem podem usufruir é quase insuportável tornando-os escravos de conquistas e prazeres vazios que os mantém presos a uma teia de insatisfação com conceitos de tenha isto para parecer aquilo numa tentativa de provar a alguém ou ao mundo que são exemplos de vencedores, mesmo que lá no fundo se sintam frustrados e amargurados se perguntando o sentido disso tudo.



As vezes o que move esta intensa vontade de chutar o balde pode ser uma incrível sede de mudança, e dependendo do momento em que estão, muitos nem avaliam se esta é para melhor ou pior, pois estão tão estressados ou apáticos necessitando desesperadamente de uma nova motivação que depositam no balde a esperança de uma mudança que reverta o sentimento interno de insatisfação, o que até pode acontecer em um primeiro momento mas com grande risco de voltar a estaca zero e ainda pior se não souberem lidar com os resultados. Muito do que nos traz insatisfação pode estar apenas precisando de reajustes ou um pouco mais de cuidado, ou então nós mesmos é que precisamos mudar ou apenas olharmos a mesma realidade de um foco diferente e muitas vezes surpreendente, o que significa trocar o olhar sem precisar arrancar os olhos! Não se trata de mágica, mas apenas mudança de comportamento em relação aquilo que parece imutável.



Em qualquer situação o passado não pode ser mudado, mas a vida é feita de tentativas e também podemos sempre recomeçar ou consertar muitas coisas, o que não podemos é desistir, pois sempre existem alternativas, é nossa responsabilidade busca-las e permanecermos atentos para não desperdiçar oportunidades.



Nas diversas fases da vida e de nós mesmos podemos sempre fazer uma pequena pausa para avaliação levando em conta nossos valores, equilíbrio e tudo o que nos faz bem, tarefa esta que não pode ser delegada a outra pessoa, pois ninguém terá a visão e o sentimento que temos em nossa própria vida.

Nunca teremos tudo e é preciso fazer escolhas, e mesmo partindo da decisão de chutar o balde numa atitude planejada ou em arriscada tentativa, o importante é que cada um esteja ciente dos riscos, fazendo aquilo que sente lá no íntimo que deve fazer.



Ninguém passa pela vida impune, estamos sujeitos a sofrer tanto pelas ações como pela falta delas, cabe a nós sempre refletir e decidir o que arriscar, nos responsabilizando e não atribuindo sempre a um castigo divino os resultados negativos frutos de tentativas de acertos, falta de atitude, omissão ou medo de tentar.



O futuro chega todos os dias com o desconhecido que logo se torna passado, a única coisa que realmente temos de concreto é o momento presente que parece se modificar a cada batida do coração! Não é fácil aceitar que não possuímos o controle e que a vida é um constante risco, mas a nós cabe apenas viver da melhor forma possível!


"Se fossem escolher entre alternativas, as decisões seriam fáceis. Uma decisão inclui a seleção e a formulação de alternativas. " ( Burke )



"Coragem é o medo agüentando um pouquinho mais." ( Thomas Fuller )